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O Awolnation divulgou nesta segunda-feira (26) o clipe da música "Hollow Moon (Bad Wolf)" através de sua conta oficial no twitter.
A banda revelou ainda que seu novo álbum "RUN" estará disponível no dia 17 de março.

Assista:
Todo mundo sabe que eu morro de amores por Beldina, já não é mais segredo, além de grande amiga, um excelente artista em ascensão.
Ela acaba de divulgar 3 novas canções que futuramente vão integrar seu álbum de inéditas, por enquanto o EP "Intermission" que já nos brindou com Ocean, revela o potencial astronômico que Bel têm sob a música que compõe.
Ouça: Breath In, Can't Leave You Alone e 1 Way.

Ano 2011, eu com meus 17 e poucos anos me deparei com o que acho ser o maior dos problemas pra quem se assume para a sociedade diferente.
Até mesmo um dos maiores filófos franceses Michael Foucault já tentava desmistificar "porque a diferença incomoda tanto?"
A verdade é que depois de passar pelo processo de assumir minha homossexualidade à minha família eu parei de lembrar que todos os dias milhares de jovens sofrem com esse momento, a hora em que você quer literalmente perder a vida deixar de existir.
Atualmente, eu, namorando a quase dois meses nunca pensei que essa situação da descoberta pelos pais da diferença entre a sexualidade iria acontecer comigo novamente, estava despreocupado.
Assim Deus me colocou um novo desafio, viver tudo outra vez, mas dessa vez não seria comigo e sim com a pessoa que eu amo. Imediatamente tomei as dores e resolvi comprar a guerra pra mim, por mais dolorida e angustiante fossem os dias seguintes.
Pesquisando na internet, encontro a história de Maju, apelido que virou identidade, é casada e heterossexual. Mas entendeu o desabafo do primogênito André como uma espécie de convite. Ele contou para a mãe que era gay. Ela, já ao final da frase do garoto, aceitou oferecer a mão para levantar a bandeira contra a homofobia. Juntos, mãe e filho saíram do armário.
Há 11 anos Maju, 48, assumiu essa missão. Mantém um blog no iG – Maju Giorgi - onde se dispõe a ajudar a transformar a família dos LGBTT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) em um espaço pacífico, sem violência e que contribua para a igualdade de direitos.


“Muitas vezes é dentro de casa que o homossexual enfrenta os primeiros preconceitos, é marginalizado e entra em profundo sofrimento”, afirma.

Para romper este ciclo de violência, reproduzido em agressões com lâmpadas em plena Avenida Paulista, em São Paulo, ou em assassinatos de homossexuais em portas de casas noturnas de qualquer canto do País, Maju pede que as “mães dos gays saiam do armário”.
"Você não pode exigir um Estado e um governo justos se tem uma atitude discriminatória dentro da sua própria casa", afirma ela. Não por coincidência, o primeiro palco de atuação de Maju pela causa gay foi a própria família.

O INÍCIO

"Meu filho, desde a mais tenra idade, tinha uma sensibilidade incrível. Lembro dele, muito pequeno, dizendo que tal cor não o favorecia”, rememora, com humor. “Há muito tempo convivia com o feeling de que ele era gay. Aos 15 anos, quando ele contou, eu estava preparada. A minha reação foi abraçá-lo e dizer que estávamos juntos naquela empreitada”, diz.


André só precisou contar para a mãe sobre sua homossexualidade. Informar o resto da família ficou por conta de Maju. Apesar de ter sido criada por pais que “sempre defenderam a liberdade de pensamento, escolha da profissão e modo de viver”, ela estava convencida de que precisava assumir uma postura incisiva.
Sabia que para conversar com os parentes teria de ter um discurso firme, bem mais firme do que aqueles que ensaiou para noticiar que mais uma vez tinha repetido de ano na escola, ou quando informou que estava grávida, sem planejar, em pleno segundo ano da faculdade de jornalismo.

“Contava que o André era gay e não permitia nenhuma insinuação ou espaço para comentários maldosos. Quando meu filho chegava para conversar com uma tia ou primo, eu já havia feito todo um trabalho com aquela pessoa, de doutrina mesmo”, conta. “Tanto que na minha família não existe esse clichê de que você pode ser gay desde que pareça macho. Há espaço para posturas afeminadas, para levar namorado em eventos e para o André ser quem ele é de verdade.”


UM ESPAÇO PARA DISCUSSÃO, TIRAR DÚVIDAS E MEDOS
Maju sabe que a atitude acolhedora que teve com o filho não é unanimidade. Entende também que algumas mães não sabem o que fazer com a informação de que os filhos são homossexuais. Por isso, oferece seu blog como um canal para tirar dúvidas, discutir anseios e quebrar mitos.


“
Meu filho está tão bem que hoje minha luta nem é mais por ele. É pelos muitos que seguem sozinhos, em guetos, vivendo nos bastidores do mundo LGBTT que, infelizmente, ainda é muito violento.
Ela está convencida de que quando as mães acolhem os filhos é formada mais uma película de proteção à violência das ruas. André, hoje com 25 anos, fotógrafo bem-sucedido, cheio de amigos e amor, tem uma marca, completamente inofensiva. “Ele tatuou ‘Let it Be’ no braço. A música (dos Beatles) é nossa. Eu cantava pro Dé e para minha filha Gabi, a Be. Em nossa homenagem, ele transformou em tatuagem”, diz, orgulhosa.
“Meu filho está tão bem que hoje a minha luta não é mais por ele. É pelos muitos que seguem sozinhos, em guetos, vivendo nos bastidores do mundo LGBTT que, infelizmente, ainda é muito violento.”
Maju saiu do armátio, mostrando que a ordem da escolha não altera o produto, sonhando com mães iguais a essa que minha forças se alimentam.

#VAMOSSUPERARJUNTOS
2014 Foi o Ano do Pop Pensadinha

Desde sempre, jornalistas ingleses de música velhos acordam da sua soneca induzida por Bruce Springsteen para encher colunas na Imprensa Tiozão reclamando que o pop não é mais político – que aqueles dias gloriosos, quando Billy Bragg e Paul Weller davam as mãos e cantavam sobre a falta de fundos para a previdência social acabaram, e que agora temos que nos conformar com as propagandas do Jedward e do John Lewis.
Apesar disso nunca ter sido estritamente verdade – acho que a MIA ia ficar um tanto puta se dissessem que a música dela ignora questões globais – 2014 foi o ano em que a música pop internacional não só achou um lugar no centro da vida política, mas se tornou um prisma através do qual questões importantes de hoje são discutidas.
Talvez porque seja difícil lidar com as repercussões globais da desigualdade quando você está tentando encher seu Pinterest, os clipes gringos meio que se tornaram um campo seguro para falar sobre misoginia, racismo e o avanço do capitalismo. Durante a Guerra Fria, os jogos de guerra costumavam se passar em possíveis cenários apocalípticos, mas mantendo um distanciamento emocional; em 2014, usamos a bunda da Nicki Minaj do mesmo jeito.
Pode parecer que esses debates em torno da cultura pop sempre existiram, mas eles ganharam uma ferocidade nova ano passado; alguns anos atrás, a Gwen Stefani estava andando por aí com "garotas de Harajuku" mudas de uniforme escolar e as pessoas não estavam nem aí; mas, em 2014, o clipe temático da Hello Kitty da Avril Lavigne foi, com toda razão, destruído por causa de seus estereótipos raciais. Nicki Minaj foi acusada de se apropriar de imagens nazistas, apesar de centenas de clipes antes – de Pink Floyd a Madonna – terem usado temas fascistas só para fazer graça. Dependendo de para quem você perguntar, o hit "All About That Bass" de Meghan Trainor é um grito de guerra para as jovens de todo mundo amarem seus corpos ou um exemplo escroto de "skinny shaming".

Um still do clipe "Shake It Off" da Taylor Swift – mas o que isso significa?

Aí, claro, tivemos o disco da Taylor Swift, que chegou numa bandeja de artigos de opinião e análises. Parecia que a história tinha dado o que tinha que dar depois da lista "9 Razões Por Que a Taylor Me Fez Saber que É OK Ser Eu Mesma", mas a coisa foi muito mais fundo que o normal. Na New Statesman, Sarah Dittum escreveu um artigo intitulado: "O sucesso de Taylor Swift me deu esperanças no futuro da humanidade", e a NPR comparou Taylor à própria liberdade, escrevendo:
"A voz de Swift em 1989 não só representa a liberdade que ela sente como uma jovem com força suficiente para quebrar o molde que a tornou comercialmente viável; sua intensificação é essa liberdade."
Um estudante até apresentou uma tese no Georgia Tech chamada: "Para Sempre Adolescente: Taylor Swift, Inocência Erotizada e Apresentação da Normatividade", que argumentava o seguinte:
"A imagem de Swift se baseia em ideias de inocência e normatividade diretamente ligadas aos marcadores de brancura, sem ter que nomear isso explicitamente."
O interessante dessa politização é que as estrelas do pop ficam quase que inteiramente fora disso. Swift disse que depois de anos não se considerando feminista, percebeu que era sim numa conversa com Lena Dunham. Ops. Meghan Trainor, enquanto isso, anunciou que não se considera feminista. A decisão delas de como se rotular parece estar anos luz atrás da conversa que os jornalistas e seus fãs estão tendo sobre representação das mulheres na mídia, intersetorialidade e o papel feminino na indústria.
E não só o pop se tornou politizado, essa politização se tornou democratizada – o debate sério tem saído das mãos dos artistas e ido para as mãos daqueles que realmente ouvem as músicas. Em vez das citações simplistas do Noel Gallangher, você tem um debate inteligente – mesmo que esses debates sejam depressivamente sérios às vezes. Mas mesmo o mundo não precisando de 2.000 palavras sobre "Firework" da Katy Perry para saber que a música tem "uma letra empoderadora de autoaceitação", um desvio no senso de humor é um preço pequeno a se pagar para tornar o pop importante de novo. É só não perguntar ao Jason Derulo se "Talk Dirty" é um comentário sobre a liberdade da geração Y para expressar seu desejo ou sobre a sexualização do nosso discurso social.



Retromania: Round 2

Eu sei que quem não é jornalista de música e nem fala inglês acha essa teorização acadêmica excessiva da cultura pop um pé no saco, mas siga meu pensamento nos dois parágrafos seguintes, essa é a melhor chance de explicar por que acho que esse foi o ano em que matamos a música underground.
OK, o livro Retromania de Simon Reynolds argumenta que a cultura pop é obcecada pelo passado, criando seu próprio mal-estar através de uma mistura de fetichização de relíquias obsoletas da história recente (discos de vinil, John Lydon) e infinito requentar de antigas glórias (29 capas da NME dizendo que The Queen Is Dead é o maior disco de todos os tempos). Tudo isso é bem óbvio pra quem assistiu infinitos programas de TV mostrando as pessoas invandindo a loja da Virgin para comprar um disco do Blur ou do Oasis, intercalado com Toyah Wilcox lendo um cartaz de papelão que dizia "ache qualquer um para dizer que 'O Blur ganhou a batalha mas o Oasis venceu a guerra'".
Uma das principais salvaguardas da cultura britânica contra a retromania tem sido o contínuo hardcore, segundo outra teoria de Reynolds, um jeito de descrever como a rave hardcore evoluiu nas tomadas britânicas do house e do techno, que por sua vez evoluíram para jungle, drum and bass e depois 2-step, garage, grime, bassline, dubstep e além. Reynolds aponta, e isso parece bem irrefutável, que essas não são cenas separadas, mas uma "única tradição musical" que negocia "guinadas estilísticas drásticas e mudanças significativas na tecnologia, nas drogas e na composição social/racial de sua própria população".

"Cara, tenho quase a mesma idade, vivi muito nessa época. Me mudei para a Austrália agora, tenho uma hipoteca, nenhum filho, mas a patroa já está falando nisso... Felizmente ainda posso ouvir um som legal nos fones e esquecer das pressões e preocupações da vida.
Lembrar os bons tempos, a música, as drogas, as mulheres e os clubes é a única coisa que vai te manter são, rs."
Um raver das antigas lamenta "o tempo bom que não volta nunca mais" no vídeo de "High" do Hyper Go Go no YouTube.

O que vimos em 2014 foi a fetichização do underground britânico numa extensão inédita: foi basicamente retromania do contínuo hardcore. A tendência mais acelerada da música foi jogada para trás para refazer os próprios passos.
Parte disso é culpa das marcas que continuam injetando dinheiro numa série de eventos e sites que celebram a cultura underground; dos documentários Music Nationdo Channel 4, que fez a mesma coisa na TV inglesa; e do aniversário de 20 anos da Rinse FM, que bombardeou o verão com grime, funky, dubstep, garage, house etc.
Mas grande parte disso é cultural mesmo; gente jovem, que antes estaria na vanguarda dessas revoluções eletrônicas, está voltada para a história da música underground. Noites inglesas como a Joyride, que tocam garage e house e têm filipetas estilo rave old school, se tornaram mais populares que as baladas que tocam música nova. Esses flyers geralmente prometem "um set de dubstep de raiz" ou "set de garage clássico", geralmente com nomes de DJs que tinham sete anos de idade quando "Midnight Request Line" foi lançada. Os maiores nomes das baladas universitárias são DJ Luck & MC Neat e Artful Dodger, tocando medleys de seus maiores sucessos. Mesmo astros mais contemporâneos como Jamie XX há anos vem reciclando os dias de glória da rave, primeiro na música/história oral "All Under On Roof Raving" e depois numa série de mixes intercalando música nova, música antiga e trechos de documentários clássicos de rave.

Ravers indo para uma festa em Scoraig, Escócia (foto cortesia de DiY).

A maior parte dessa cultura retrógrada tem sido brilhante. Muitos desses gêneros mal foram cobertos fora da imprensa de nicho em sua infância, e agora estão recebendo o alcance e a canonização que merecem. Mas isso, claro, acontece às custas do surgimento de um novo contínuo. Com tanta coisa voltada para trás, nenhuma evolução clara do underground do Reino Unido emergiu nos últimos anos. Isso não é necessariamente o fim da linha, mas o caminho está definitivamente fechado para trabalhos de atualização.

A Lacuna entre Música Que Comentamos e Música Que Compramos Nunca Foi Tão Grande

Passamos um ano falando sobre a bunda da Nicki, sobre a Avril difamando a cultura japonesa e sobre a era dourada do garage. Mas como isso influenciou a venda de música no Reino Unido? Nem um pingo.
O disco de Minaj não entrou nem para o top 20 do final do ano passado. A música da Avril não entrou nem para o top 200. Uma artista como FKA Twigs, que foi capa de todas as revistas e jornais da Inglaterra, vendeu menos de 15 mil álbuns ano passado. Os maiores discos do ano são universalmente de caras brancos tocando guitarra – Ed Sheeran, George Ezra, Coldplay – ou caras brancos sem guitarra – Sam Smith, Olly Murs, One Direction, Take That.

FKA Twigs: incrível nas capas de revista, já as vendas de disco...

Aqui vai um fato que a indústria e a imprensa musical não querem aceitar de jeito nenhum. Cantores de R&B, rappers, artistas solo estilosas, bandas de garotas – essa gente não vende álbuns em quantidade considerável. Os únicos vendendo pesado na Inglaterra hoje são moleques brancos cantando músicas que a banda do Strictly Come Dancing não ia ter medo de tocar. Este ano, James Bay, um compositor e cantor dolorosamente chato que já ganhou um prêmio da crítica britânica, vai, sem dúvida, continuar confirmando que a diversidade foi afastada do topo da música pop britânica. É assim que as coisas são agora.

Homem do Ano: Killer Mike

Killer Mike é o rapper que a maioria dos fãs de hip hop procurava e que estava bem embaixo do seu nariz. Hábil, provocador, experiente, com um grande respeito pela história do hip hop mas sem medo do futuro. Mas foi o LP Run The Jewelsdo ano passado – um disco que flerta com as relações de raça nos EUA, o encarceramento da população negra norte-americana em prisões privadas e a vida de alguém como seu pai, que fica passando entre HBO, CNN e Television X – para Mike ganhar o respeito crítico que ele merece, especialmente fora da comunidade do hip hop.
Killer Mike estava fazendo um show do Run The Jewels em St. Louis na mesma noite em que o grande júri decidiu não indiciar Darren Brown pela morte de Michael Brown. Naquela noite, a América do Norte buscou consolo ou uma resposta em seus líderes, mas só encontrou as platitudes vazias de Obama sobre uma nação ferida, enquanto revoltas e protestos estouravam nas ruas de todo o país.


Killer Mike fez um discurso no palco que pareceu representar exatamente o que as pessoas estavam sentindo naquela noite. Claro, quem sou eu, um garoto judeu de Londres, para saber como os negros americanos estão lidando com essas notícias, mas pela reação do público deu para sentir que isso foi uma versão menos tímida do discurso emocionante de Jon Stewart depois do 11 de Setembro, uma torrente de emoção que tentou falar pela tristeza que a maioria das pessoas estava sentindo.
Numa entrevista para a Noisey no dia seguinte, Mike disse o seguinte:

"Estou tendo que explicar para um garoto de 17 anos que o policial não vai ser responsabilizado pelo que fez. Estou tendo que explicar para uma menina de sete o que é toda essa história. E ainda tenho filhos de 20 e 12 anos. Tenho que ensiná-los a interagir com a polícia e sair desses encontros vivos. Minha filha devia estar preocupada com sua aula de dança ou o recital da irmã. Eu não deveria ter que estar preparando meus filhos para o fato de que o mundo será injusto com eles pelo resto da vida.
"Sou um marido. Sou um homem de princípios. Um macho alfa. Minha mulher e filhos não deveriam ter medo de nada, seu marido e seu pai está aqui para protegê-los. Mas quando sua esposa te olha e diz 'cara, às vezes você tem que parar e pensar se Deus realmente te ama'. Nenhum homem devia ter que fazer isso."
Se houve um momento em 2014 onde o pop internacional realmente pareceu valer alguma coisa, foi este.

Bora abrir um bolão para adivinhar quem vai dar assunto pro Brit Awards 2016? O de 2015, como a gente já sabe, traz a lembrança daquele discurso clássico do Alex Turner, com direito a jogada de microfone e tudo.
As indicações desse ano saíram, então pode começar com as suas apostas. Na categoria de melhor grupo inglês, o Coldplay concorre com Alt-J, One Direction, Clean Bandit e Royal Blood, enquanto alt-J e Royal Blood concorrem outra vez na categoria de melhor álbum do ano, junto com Sam Smith, George Ezra e Ed Sheeran.


Na categoria de artista solo estão Sheeran e Ezra, junto com Sam Smith e Damon Albarn (acirrada). FKA Twigs concorre à sua primeira indicação, mas vai contra Jessie Ware e Lily Allen. Na de revelação, no entanto, fica contra George Ezra, Royal Blood, Sam Smith e CHVRCHES (ué?).
Jack White enfrenta Beck na categoria de melhor artista solo internacional e, na categoria das artistas solo, estão Lana Del Rey e St. Vincent. The Black Keys, Foo Fighters, 5 Seconds of Summer, First Aid Kit e The War On Drugs concorrem a grupo internacional. Dá uma olhada na lista completa logo abaixo.
O Brit Awards 2015 acontece no dia 25 de fevereiro e será transmitido pelo ITV.

British Male Solo Artist
Ed Sheeran, George Ezra, Sam Smith, Damon Albarn, Paolo Nutini

British Female Solo Artist
Ella Henderson, FKA twigs, Jessie Ware, Lily Allen, Paloma Faith

British Group
Coldplay, alt-J, One Direction, Clean Bandit, Royal Blood

British Breakthrough Act
George Ezra, Royal Blood, Sam Smith, CHVRCHES, FKA twigs

British Single
Calvin Harris – ‘Summer’
Clean Bandit ft. Jess Glynne – ‘Rather Be’
Duke Dumont ft. Jax Jones – ‘I Got U’
Ed Sheeran – ‘Thinking Out Loud’
Ella Henderson – ‘Ghost’
George Ezra – ‘Budapest’
Mark Ronson ft. Bruno Mars – ‘Uptown Funk’
Route 94 ft. Jess Glynne – ‘My Love’
Sam Smith – ‘Stay With Me’
Sigma – ‘Nobody To Love’

Mastercard British Album Of The Year
Sam Smith, Royal Blood, George Ezra, alt-J, Ed Sheeran

British Video
Calvin Harris – Summer
Charli XCX – Boom Clap
Duke Dumont ft. Jax Jones – I Got U
Ed Sheeran – Thinking Out Loud
Mark Ronson ft. Bruno Mars – Uptown Funk
One Direction – You and I
Rita Ora – I Will Never Let You Down
Route 94 ft. Jess Glynne – My Love
Sam Smith – Stay With Me
Sigma – Nobody To Love

International Male Solo Artist
Hozier, Beck, Jack White, John Legend, Pharrell Williams

International Female Solo Artist
Sia, St. Vincent, Beyonce, Lana Del Rey, Taylor Swift

International Group
The Black Keys, Foo Fighters, 5 Seconds of Summer, First Aid Kit, The War On Drugs

Enquanto aguardamos a premiação veja as performances de Clean Bandit e Jessie Ware que rolaram no BRITs 2015 Nominations Launch Performances.



Se fosse outra pessoa, a gente nem acreditaria, mas St. Vincent tá aí com uma música nova, “Bad Believer”. Tá descrente também? Dá o play então:



Essa é uma das cinco faixas que entram na edição deluxe do álbum lançado no ano passado. Nessa versão, lançada no dia 9 de fevereiro, também aparecem “Del Rio”, “Pieta” e “Sparrow”, saídas do seu single pra Record Store Day Black Friday. O remix feito pelo Darkside de “Digital Witness” fecha as faixas bônus.
Não que precisasse. “St Vincent” levou o título de melhor álbum do ano na NME e ainda integrou a lista de melhores álbum da década (até agora).
Logo mais vamos encontrar outras faixas novas da compositora como trilha do seriado “Girls”. O supervisor de músicas da série, Manish Raval, anunciou o convite na semana passada, aproveitando para liberar alguns dos nomes da trilha, como Patsy Cline, Chet Baker e Charles Mingus.

2014 foi um ano estranho: agitado e parado ao mesmo tempo. Enquanto no primeiro semestre as coisas estavam naquele clima de ansiedade pra Copa, dali pra frente foi tudo tão rápido e meio desgraçado que, às vezes, parecia que não ia ter nada de música boa. Que nada: passado o caos das eleições, começou a chover som – tem gente mandando coisa pra gente até o Natal. Como somos chatos e seletivos, decidimos escolher só dez discos nacionais pro nosso top de fim de ano. Sorte que a equipe é unida e não teve (muito) choro e ranger de dentes.. Como dá pra ver, tem a “nossa carinha”: indie torto, rap gangsta, bom gosto brasileiro, batidas do futuro. Role a página, curta os sons e reclame de quem faltou na lista na caixa de comentários – afinal, a ideia é essa.


10. Cybass – Altered Carbon


O lance é que o Cybass sacou algo muito simples e que tá aí na cara de todo paulistano minimamente ligado ao universo da música, só não vê quem não quer. Hip hop, reggae, dubstep, EDM,  drum and bass, tudo isso bateu por aqui em maior ou menor escala nos últimos 20 anos e tal, ondas que vieram, ficaram ou foram; no rápido e certeiro EP Altered Carbon, o Mano Cibas conseguiu desenhar no Fruity Loops um ponto de conversão dessas ondas, que são ao mesmo tempo história e estética da club music de São Paulo. "Bola de Gude" é tudo o que o EDM americanão de universidade tenta ser, mas com aquele suíngue que não dá pra saber bem se é do dub, do rap e da dedada de MDMA que se materializa na minha frente sempre que eu dou o play nesse som. Se o fluxo das engrenagens musicais do Brasil mudasse só um tantinho pra cá, era dois palito para as hordas de jovens periféricos fãs de Avicii substituírem os vídeos de gente branca europeia do Tomorrowland pelos sons do Cybass nos grupos de Whatsapp com as novinhas. (Eduardo Roberto)


9. mario maria – Abertura do Programa

Colagem é aquela arte muito bonita de juntar um monte de coisa pra criar algo ainda melhor. O que mario maria fez em Abertura do Programa foi pegar clássicos da MPB, uns efeitos eletrônicos, seu violão e sua voz de João Gilberto e transformar em um disco moderno (ainda usam essa palavra?) e cheio de sentimento. Não um sentimento específico, mas aquelas músicas que enchem a sala e te levam a um lugar paralelo onde parece que você é capaz de entender tudo. (Taís Toti)


8. Holger – Holger


Não é uma banda de axé dos anos 90, são os paulistanos do Holger começando o disco homônimo com "a gente mexe e remexe até ficar bom". Guitarrinhas frutíferas, timbragem fresca, suingue, vocais amaciados e aquela zuerinha sensual e molecalizada de sempre – desta vez com experimentos eletrônicos (que não cortam a brisa brazilis) e letras mais maduras, falando da cidade, da saudade, da alma. Neste disco, o Holger continua sendo o Holger, só que mexido, remexido e melhor. (Débora Lopes)


7. Death by Starvation – Death by Starvation


Enquanto o mundo todo entrou numas de ouvir um metalzinho cabisbaixo, as guitarras com mais efeitos que o macaco bebum do Edmundo e aqueles papinhos de curador de galeria de arte que vende grafite, a turma do metal underground aqui de São Paulo mantém com honra o clima de desgraça black metal suburbano meio de esquerda. A verdade é que o auto-intitulado disco saiu no finalzinho de 2013, mas acabou passando absolutamente despercebido pela estúpida imprensa musical brasileira (nem o tracked falou sobre rs). O disco saiu, nada aconteceu, e a banda acabou em julho deste ano. E isso foi um puta vacilo, mas que de jeito nenhum tira a força do álbum, recheado com black metal de segunda geração monstrão e pútrido à lá Mayhem/Bathory, exalando niilismo e frequências médias, mas daquele jeitão hardcore que a rapaziada de cá tem transformado em marca registrada. Fazer isso e não cair na cilada ideológica que todo terceiro-mundista se enrosca quando importa o BM nórdico (o famoso "nazi por acidente") é um baita sucesso. O grupo voltará à (semi) ativa para um único show em janeiro de 2015. (Eduardo Roberto)


6. Criolo – Convoque seu Buda


O papo é aquele de sempre: depois de lançar um disco estouradão, a prova de fogo vem na sequência. E depois do Nó na Orelha, de 2011, o doidera paulistano Criolo precisava chegar bem demais no novo Convoque seu Buda. E ele chegou. Do doidinho sentado no fundo do ônibus que fala umas verdades na lata, o cantor se transformou em vários personagens: o reggaeiro, o artista puto da vida, o observador de mil fitas e também em um cara mais humorado – é só ver o trabalho vocal e a letra de "Cartão de Visita”, em que até sobra para a história do Lázaro. Mas o disco é forte não só pelas novas viagens vocais e pessoais do Criolo. Quando a caneta dá alguma falhada e você fica meio de cara, há sempre um Daniel Ganjaman, banda e convidados (Juçara e Síntese, ambos gigantescos em suas participações) segurando as pontas para garantir o álbum como um dos melhores de 2014. (Leo Martins)


5. Gasper – A Cor do Futuro


 O Gasper é a evolução natural daquilo que acabou se conceitualizando como “rap nacional” – em oposição ao “underground” dos anos 00. Diferente das contrapartes mais sisudas paulistanas, o rapper goiano criou uma personalidade própria, com flows entortando o gangsterismo e papos retíssimos, entre um rap de Brasília (Tribo da Periferia, 3umSó) sem melodine e subgrave, e um Costa a Costa versão interior treta. Sampleando Tim Maia, ameaçando os inimigo e surfando no moog, Gasper chegou como o segredo não tão bem escondido de quem ainda leva rap a sério no Brasil. (Amauri Gonzo)


4. Matheus Mota – Almejão


2014 foi um ano bem atribulado, principalmente nesse último semestre. Parece que se passaram uns três anos dentro deste. Quando caiu no meu colo o novo disco do Matheus Mota eu estava tão atribulado que, de primeira, não consegui entender direito. Um piano, som de TV ligada ao fundo, letras improvisadas sobre o cotidiano e muita tranquilidade. Só depois, num domingão ensolarado em casa, almoçando e ouvindo o disco que eu captei a onda. Que vibe. Não poderia concordar mais quando ele diz “é melhor refletir em uma caminhada/algo me diz que eu vou suar”. E 2014 foi isso, uma longa e suada caminhada. Espero que 2015 seja um delicioso domingo ensolarado. (Lucas Panoni)


3. Juçara Marçal – Encarnado


Se 2014 foi ruim para todos nós, nada como uma trilha sonora à altura. Juçara Marçal resolveu falar sobre morte no seu álbum solo de estreia. Junto com os seus já velhos conhecidos do Metá Metá, Kiko Dinucci e Thiago França, a voz acalentadora e ao mesmo tempo violenta da cantora traz aflição para o ouvidos dos ouvintes, aumentada pelos instrumentais tortos que compõem as melodias das músicas assinadas por nomes que vão de Itamar Assumpção a Douglas Germano. Encarnado não é só um dos melhores discos do ano, mas também dos anos seguintes que virão. (Marie Declercq)


2. Séculos Apaixonados – Roupa Linda, Figura Fantasmagórica


Esses meninos do Rio ouviram muitos discos do pai, piraram num AOR, e fizeram um álbum de estreia meio pop de motel meio Ariel Pink brasileiro. Tem gente que acha isso hipster demais, tem gente que acha que é irônico, mas na verdade é sincerão (obviamente) e bem do bonito. O poder de uma boa canção fica evidente nas grudentas “Refletir É Inútil” e “Um Totem do Amor Impossível”. Pode mandar mais saxofone, por favor. (Taís Toti)


1. Racionais MCs – Cores e Valores


A capa já diz tudo: o conceito é “ladrão de banco” – até quando Mano Brown rima sobre tráfico (em “Finado Neguin”), o papo parece um assalto. Sem alarde, fim de ano, direto nas redes, roubou o topo das lista, cê nem viu, sumiu na neblina. Com uma carreira que já permite a auto-contemplação histórica (“O Mau e o Bem”, “A Praça”), os Racionais ainda olham pra frente, como sempre prometeram. Incorporando peças de trap em sons altamente remixáveis – aí Beatwise e Metanol, quem vai sair na frente nos edit? – os Racionais atiram com concisão inédita em estrutura de mixtape. O início tenso da suíte de cinco faixas, encerrada com um sonoro “arrombado”, soa como sirene no pesadelo do sistema. Edi Rock, pesadamente rouco, chega melhor que seu disco solo, enquanto Ice Blue divide os microfones com Brown e Helião em resultados distintos. Brown, sempre a estrela, brilha mais ainda na segunda, aberta e arejada metade do disco: “Você Me Deve”, com salves aos velha guarda Rappin Hood e Lakers, ressignifica o Robin Hood bom ladrão de banco no contexto do orgulho negro, “Quanto Vale o Show” vem em ritmo de pugilista no melhor momento autobiográfico da era pré-Racionais de Pedro Paulo, e “Eu Te Proponho” dá uma espiadela do que poderia ser o disco solo de Brown, falando macio de amor emprestando soluções estilísticas da nova guarda. No fim, a chave vai sendo decifrada conforme a influência do disco se espaçar no tempo, mas fica um recado e lição para todos nós em 2015: nada vai bem se os negócios vão mal.

(Amauri Gonzo) Do Noisey
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